Introdução
Para chamar atenção à questão do desmatamento oudeflorestamento, Harrison Ford, astro dos filmes Indiana Jones, depilou seu peito diante das câmeras
. "Cada porção de floresta tropical destruída lá... nos prejudica seriamente aqui", ele disse aos espectadores, enquanto seu peito era depilado [fonte: AP]. O comercial de serviço público de Ford era em benefício de uma organização ambiental chamada Conservation International, que busca prevenir o desmatamento.
Por que o desmatamento levaria um astro de cinema a depilar o peito?
Desmatamento é a remoção ou destruição de grandes áreas de floresta oufloresta tropical. Ele acontece por muitas razões, como exploração madeireira ilegal, agricultura, desastres naturais, urbanização e mineração. Há diversas maneiras de remover florestas --queima
das e o corte de árvores são dois métodos. Ainda que o desmatamento aconteça em todo mundo, atualmente, ele é uma questão especialmente crítica nas florestas tropicais da Amazônia, já que a única grande floresta ainda em pé no mundo. Lá, as espécies de plantas e animais que elas abrigam vêm desaparecendo em ritmo alarmante. Em agosto de 2008, por exemplo, especialistas mediram a destruição de floresta na Amazônia em 756 quilômetros quadrados, o equivalente a metade do território da cidade de São Paulo [fonte: Folha Online].
Os efeitos do desmatamento são duradouros e devastadores. Espécies inteiras de insetos e animais desaparecem devido à destruição de seus habitats. O desmatamento pode causar também inundações catastróficas. E os cientistas consideram que o desmatamento tem efeito significativo sobre as alterações climáticas ou aquecimento global.
Se o desmatamento é tão destrutivo, por que ele acontece? O que vem promovendo a destruição das florestas? Para descobrir mais sobre as causas e efeitos do desflorestamento, leia as próximas seções.
Fatos e Números sobre o desmatamento
· O desmatamento no Mundo acontece à razão de 130 mil quilômetros anuais. Trata-se de uma área de tamanho semelhante ao da Inglaterra.
· África e América do Sul sofrem as maiores perdas mundiais de florestas.
· As florestas tropicais abrigam mais de metade das espécies do planeta.
· As florestas do planeta armazenam mais de 283 gigatons de carbono. No entanto, esse total se reduz em 1,1 G tonelada anual devido ao desmatamento.
· 84% das florestas mundiais são propriedade pública.
· No caso da Amazônia brasileira, cerca de 75% estão em áreas públicas.
· A principal causa do desmatamento é a atividade humana.
· Apenas 11% das florestas mundiais são classificadas como áreas de conservação.
[fontes: FAO e Conservation International]
Causas do desmatamento
Em termos gerais, a culpa pelo desmatamento cabe à atividade humana, ainda que desastres naturais também influenciem. Assim, vamos estudar de que maneira os seres humanos provocam desmatamento.
Exploração madeireira, ou o corte de árvores em florestas para usá-las como fonte de madeira, é um fator básico de desflorestamento. Isso afeta o ambiente de diversas maneiras. Porque caminhões e equipamentos precisam chegar à floresta a fim de se aproximar das árvores e transportar a madeira, é preciso desmatar grandes áreas para estradas. A exploração seletiva ou manejo florestal de madeira é uma das principais alternativas para a diminuição do desmatamento. No entanto, essa prática ainda não é disseminada no Brasil, como pode ser visto no artigo do ComoTudoFunciona. A cobertura florestal é importante para o ecossistema da floresta porque abriga e protege as populações vegetais, animais e de insetos. Também protege o solo da floresta, o que desacelera a erosão do solo.

A agropecuária é outro fator que provoca o desmatamento. Os agricultores tendem a limpar terras para semear ou criar gado e muitas vezes desmatam largas áreas por meio de queimadas e derrubadas de árvores. Os agricultores migratórios limpam uma área florestal e a empregam até que a terra se degrada demais para sustentar safras. Depois, se transferem e limpam outra porção de floresta. Caso a área que abandonaram seja deixada intocada, acontece reflorestamento, mas ela demorará muitos anos até retornar ao seu estado original, se não houver o devido acompanhamento. No caso brasileiro, há ainda os grileirosde terra que acabam se apropriando ilegalmente das terras, através do desmatamento seja com o simples corte de madeira ou com a queimada.
Outro aspecto são as represas das usinas hidrelétricas que provocam bastante polêmica, embora ajudem a gerar energia para as comunidades, também contribuem para o desmatamento. Os oponentes de sua construção acreditam que erguer esse tipo de estrutura não apenas tem impacto ambiental negativo mas abre a área à exploração madeireira e a mais estradas [fonte: Colitt]. Para construir uma represa hidrelétrica, muitos hectares de terras precisam ser inundados, o que causa decomposição e a liberação de gases causadores do efeito-estufa. Moradores locais também podem ser deslocados pelos projetos de represas, causando ainda mais desmatamento quando eles se assentam em outras áreas.
Incêndios, tanto acidentais quando deliberados, destroem largas áreas de floresta rapidamente. As áreas de exploração madeireira são mais suscetíveis a incêndios devido ao número de árvores secas e mortas. Os invernos mais amenos e os verões mais longos causados pelo aquecimento global também causam incêndios. Por exemplo, certas espécies de besouro que usualmente morrem no inverno agora podem sobreviver e continuar se alimentando das árvores. Essa alimentação causa o ressecamento e morte das árvores, e a madeira morta se torna combustível para o fogo [fonte:Environmental Defense Fund].
A mineração também resulta em desmatamento. Escavar uma mina de carvão, diamantes ou ouro requer a remoção de toda cobertura florestal, não só para as minas mas para os caminhões e equipamentos. Recentemente, a Venezuela negou a uma empresa chamada Crystallex permissão para escavar uma mina, devido a preocupações ambientais [fonte: Walter e Bailey]. No Brasil, a questão mineral é monitorada pelo Ibama que exige a apresentação de um EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) para o funcionamento. Uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale, que tem a maior parte das suas minas no Pará conta com um plano de mitigação com a criação e manutenção de reserva com a que fica em Carajás, no sul do Pará.
O óleo de palma ou dendê vem recentemente recebendo atenção dado o seu potencial como biocombustível, e é usado em muitos produtos industrializados e de beleza. Mas o óleo de palma é outra causa de desmatamento. A alta nos preços o torna mais valioso, e em resposta agricultores indonésios e malásios destroem áreas florestais para colhê-lo. Por isso, diversos países já vem debatendo a questão do uso do óleo de palma como biocombustível. No Brasil, a Palma é mais timidamente cultivada com uma produção em escala limitada a região do município de Tailândia no Pará. A cana-de-açúcar também usada para o biocombustível tem seu cultivo proibido na Amazônia e, até 2007, não havia provocado muito desmatamento já que usou áreas onde antes eram cultivados grãos.
À medida que as cidades crescem para acomodar mais pessoas, árvores são cortadas para abrir mais espaço para ruas e casas. O desmatamento causado pela expansão urbana acontece em todo o mundo, agora que mais de 50% da população mundial vive em cidades [fonte: CNN].No Brasil, a drática diminuição da Mata Atlântica, que hoje conta com apenas 7% da sua formação original, é o exemplo mais acabado do efieot nocivo da expansão urbana.
Assim, de que modo todo esse desmatamento nos afeta, em termos locais e globais? Leia as próximas seções para descobrir sobre os efeitos negativos do desmatamento.
O motor a vapor provocou o desmatamento?
No começo do século 19, motores a vapor eram usados apenas em minas de carvão. Sua ineficiência só tornava útil empregá-los nas minas, onde o combustível era abundante. Enquanto isso, o desmatamento tornava a madeira escassa na Inglaterra e
França, e os dois países começaram a usar o carvão.
Enquanto os mineiros cavavam mais e mais fundo para extrair carvão, os motores a vapor ineficientes ganhavam eficiência.Em breve, eles evoluíram para a forma moderna dos motores a vapor, que serviu de fundação à Revolução Industrial.
Efeitos do desmatamento
Os cientistas vêm encontrando mais e mais conexões entre o desmatamento e o aquecimento global. As emissões de carbono criadas por quatro anos de desmatamento equivalem às emissões de todos os vôos de aviões ao longo da História, até o ano 2025 [fonte: New York Times]. Vamos aplicar lógica simples: árvores absorvem dióxido de carbono. Assim, menos árvores querem dizer mais dióxido de carbono no ar. Mais dióxido de carbono quer dizer efeito-estufa mais intenso, o que resulta em aquecimento global. (Você pode ler mais sobre o efeito-estufa em O que é o efeito-estufa? e sobre o ciclo do carbono, clicando aqui.)

Outra preocupação quanto ao desmatamento é a redução dabiodiversidade. As florestas tropicais, supostamente as maiores vítimas de desmatamento, cobrem apenas 7% da superfície do planeta Terra. No entanto, dentro dessa área vivem mais de metade das espécies de plantas e animais da Terra. Algumas dessas espécies só vivem em áreas pequenas e específicas, o que as torna especialmente vulneráveis à extinção. À medida que a paisagem se altera, algumas plantas e animais se tornam simplesmente incapazes de sobreviver. Espécies que variam de pequenas flores a grandes orangotangos estão sob ameaça ou se extinguiram. Os biólogos acreditam que a chave para a cura de muitas doenças está na biologia dessas plantas e animais raros, e que a preservação é crucial [fonte: Lindsey]. A erosão do solo, embora seja um processo natural, se acelera em caso de desmatamento. As árvores e plantas agem como barreira natural que desacelera a queda da água quando esta deixa a terra. As raízes firmam o solo e impedem que a terra solta seja arrastada. A ausência de vegetação faz com que a terra superficial passe por mais erosão. É difícil para as plantas crescer no solo menos nutritivo que permanece. Porque as árvores liberam vapor de água na atmosfera, menos árvores significa menos chuva, o que perturba o nível superficial de água. Uma redução no nível superficial de água pode ser devastadora para os agricultores, que não conseguem manter suas safras vivas em terra tão seca [fonte:USA Today].
Por outro lado, o desmatamento pode também causar inundações. A vegetação costeira reduz o impacto das ondas e dos ventos associados às tempestades marinhas. Sem essa vegetação, as aldeias costeiras ficam suscetíveis a inundações destrutivas. O ciclone de 2008 em Mianmar provou esse fato catastroficamente. Os cientistas acreditam que a remoção das florestas em zonas costeiras alagadas, ao longo dos últimos 10 anos, fez com que o ciclone atingisse o país com muito mais força [fonte: Nações Unidas].
O desmatamento também afeta as populações locais, tanto física quanto culturalmente. Porque muitos povos indígenas, na verdade, não têm direito legal sobre as terras que ocupam, os governos que desejem usar as florestas como fonte de lucros podem "despejá-los". Além disso, a ocupação ilegal, que acontece mesmo quando os índios têm as terras demarcadas, acaba diminuindo o habitat tradicional dessas populações. À medida que essas populações deixam a floresta tropical, deixam também sua cultura para trás [fonte: Plotkin].
O que aconteceu na Ilha de Páscoa?
Rapa Nui, mais conhecida como Ilha de Páscoa, é um dos mistérios duradouros do planeta. Seus colonizadores polinésios chegaram entre o ano 800 e o 1200. Construíram gigantescas estátuas de pedra em honra de seus ancestrais. As estátuas são obras de arte, com peso de toneladas e altura de quatro metros. Depois de alguns séculos de civilização, eles decidiram abandonar a ilha. Por quê?
A teoria mais comum é o desmatamento. Os moradores da Ilha de Páscoa dependiam de palmeiras gigantescas que cobriam a ilha. Cortaram árvores para fins agrícolas, como lenha e para suas construções. As árvores se esgotaram. Quando os recursos naturais chegaram ao fim, as pessoas também tiveram de partir. Os colonizadores holandeses que chegaram à ilha por volta de 1700 encontraram uma paisagem vazia e estéril.
Maneiras de reduzir o desmatamento e reparar os danos
Em dezembro de 2007, a Conferência da Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas foi realizada em Bali, Indonésia. Depois de 10 dias de intensas discussões, mais de 180 países fecharam acordo quanto ao Bali Roadmapou Acordo de Bali. O acordo, que é considerado uma revisão do Protocolo de Kyoto, norteará os países signatários em seus esforços de redução de emissões e pretende conduzir a um acordo compulsório durante a conferência de cúpula das Nações Unidas na Dinamarca, em 2009 [fonte:Harris e ICTSD]. Os Estados Unidos e a China inicialmente não concordaram com reduções compulsórias, porque desejam que os países estabeleçam metas próprias, mas terminaram por ceder [fonte: USA Today].

O plano inclui medidas específicas para reduzir o desmatamento -- nas florestas tropicais especialmente. Muitos países em desenvolvimento dependem economicamente de suas florestas, e argumentam que deveriam poder usar sua terra como preferirem. Em resposta, o plano investigará sistemas que recompensarão financeiramente os países que reduzirem suas emissões por uma certa porcentagem (que ainda não foi definida). Mesmo essa proposta enfrenta controvérsias, no entanto. Porque os países com um índice mais elevado de desmatamento receberão mais créditos compensatórios, muitos críticos temem que as nações acelerem seu corte de árvores a fim de elevar seu índice de referência [fonte: Tickell].
Além da ONU, existem dezenas de organizações sem fins lucrativos trabalhando no combate e na busca de alternativas sustentáveis ao desmatamento. Algumas das mais conhecidas são:
· Conservation International -- ensina agricultores locais a maximizar o uso de sua terra existente, em lugar de desmatar novas áreas
· World Wildlife Fund -- trabalha para definir políticas públicas e forma alianças com comunidades para preservar florestas
· Rainforest Action Network -- usa campanhas publicitárias agressivas para chamar a atenção quanto à situação das florestas tropicais
· Environmental Defense Fund -- defende projetos de lei que ofereçam incentivos financeiros a proprietários de terra (como os fazendeiros) adeptos de práticas de conservação da terra
· Sierra Club -- trabalha para proteger e restaurar as florestas dos Estados Unidos
· Amazon Watch -- defende os direitos dos povos indígenas e de comunidades que têm de enfrentar o desenvolvimento industrial
· Nature Conservancy -- desenvolveu diversas iniciativas de promoção da conservação
Além dessas organizações governamentais que têm braços no Brasil, mas que são essencialmente internacionais, há importantes ongs, com ou sem financiamento internacional, que trabalham no Brasil.
· Grupo de Trabalho Amazônia - reúne associações ligadas a comunidades tradicionais e de agricultores da região.
· Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - trabalha com a pesquisa dos impactos da exploração madeireira e alternativas de baixo impacto para a exploração.
· Ipam - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - trabalha com manejo florestal de vários produtos e projetos com populações tradicionais, além de diagnósticos sobre desmatamento.
· SOS Mata Atlântica - Como foco na conservação do que restou da Mata Atlântica e alternativas para o reflorestamento.
Será que temos de fato a capacidade de salvar as florestas? Quando as árvores se forem, é possível restaurar a terra? A maioria das áreas desmatadas, se intocadas, terminam por se regenerar de modo fértil. Podemos certamente plantar mais árvores -- um processo conhecido comoreflorestamento. De fato, muitas organizações sem fins lucrativos surgiram para apoiar o reflorestamento. Por exemplo, o Carbonfund.org opera hoje no reflorestamento de áreas como a Nicaragua e o Estado da Lousiana [fonte:Carbonfund.org].
Enquanto isso, novos movimentos de proteção florestal surgiram nos últimos anos, entre eles:
· Exploração ecoflorestal ou exploração sustentável da floresta - Apenas árvores cuidadosamente selecionadas são cortadas, e transportadas com danos mínimos para a área. O ecossistema da floresta é preservada mas a extração comercial de madeira continua possível. Veja mais detalhes em outro artigo do ComoTudoFunciona, clicando aqui.
· Negócios ecológicos - Papel reciclado, produtos de madeireiros, artesanato local, alternativas à madeira. É baseado no consumo consciente.
· Planejamento do uso da terra -- defende técnicas de desenvolvimento benéficas ao meio ambiente, como a redução das áreas urbanas e suburbanas.
· Exploração florestal comunitária -- cidadãos envolvidos se unem para administrar e participar da conservação e sustentabilidade de suas florestas locais. [fonte: Forests.org]
Morcegos podem salvar a floresta tropical?
Um fato pouco conhecido: os morcegos polinizam, como asabelhas ou borboletas. Comem frutas ou néctar, o que os torna excelentes veículos para dispersar sementes e polinizar florestas em uma área ampla. Ao construir ninhos artificiais de morcegos em áreas desmatadas, pesquisadores esperam que os morcegos dispersem sementes e ajudem a reflorestar áreas. Um recente estudo desses ninhos, na América Latina, mostrou a dispersão de 60 tipos diferentes de sementes. [fonte: Science Daily].
A questão do desmatamento no Brasil
O desmatamento no Brasil é um fenômeno historicamente semelhante ao do resto do mundo, fruto da desenfreada atividade humana. É só lembrar que o país tem esse nome, graças à árvore Pau-Brasil, que, na época dodescobrimento, era matéria-prima importante para móveis e corantes. E que, hoje, limita-se a crescer em pouquíssimas regiões do país.
A Mata Atlântica, que já foi um imenso território, é a principal grande vítima da colonização e hoje tem cerca de 7% do que seria seu território original, tornando-se um dos principais hotspots ambientais. E, atualmente, uma das grandes preocupações do mundo inteiro é a floresta amazônica. Como a maior floresta tropical do mundo, a região é um grande sorvedouro de carbono. Por isso, o desmatamento da sua região é responsável por cerca de 70% das emissões de dióxido de carbono do Brasil (Fonte: Agência Estado).
São desmatados cerca de 21 mil quilômetros quadrados por ano, o que representa um Estado de Sergipe de floresta no chão por ano. O desmatamento é monitorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que dá o número oficial do governo federal para o problema. Tais números, que, algumas vezes, são divergentes, ajudaram a políticos contestarem os valores oficiais. É o caso do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que, no início de 2008, bradou contra os resultados que apontavam seu Estado como o campeão do desmatamento e dizia que não acreditava nos dados do Inpe (Fonte: Agência Brasil). É notório ver no site do próprio instituto que os dados são considerados estimativas. Obviamente, isso acontece porque os dados, que são colhidos via satélite, acabam prejudicados por questões climáticas como a presença de nuvens.
Além do Inpe, outras organizações independentes como a organização não-governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) fazem o monitoramento e muitas vezes seus números podem divergir. Isso porque a ong considera apenas os locais onde houve remoção total da floresta. Já o Inpe registra também áreas de degradação florestal, ou seja, em que a mata não foi totalmente derrubada. A metodologia do Imazon deve mudar até 2009.
Causas
Há várias causas para o desmatamento do Brasil na atualidade. Grilagem de terra, exploração ilegal de madeira, urbanização não planejada, mineração etc. Enfim, são todos fatores comuns a outras regiões do mundo vítimas de desmatamento. A real diminuição da devastação depende, segundo os especialistas, de uma grande conjução de fatores como fiscalização efetiva, diminuição da corrupção, aplicação de formas sustentáveis de exploração econômica da região, urbanização planejada, engajamento das populações tradicionais ao combate do desmatamento etc. Enfim, nenhuma solução única, nem milagrosa. Bom, se você quiser ter mais alguns detalhes sobre o assunto, leia a página sobre degradação da floresta do artigo Como funciona a Amazônia.