segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Consciência Sócio Ambiental

A produção de resíduos é inerente à condição humana e inexorável.

MAS A LATA DE LIXO NÃO É UM DESINTEGRADOR MÁGICO DE MATÉRIA !

O lixo continua existindo depois que o jogamos na lixeira.

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção.
Como? Reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.
Tem coisas que a gente só não faz por não saber como.
Navegando no Lixo.com.br você vai ter uma idéia de como a coisa funciona. É importante conhecer o processo e as regras quando queremos fazer a diferença.

A idéia é construirmos um mundo melhor, certo? Cremos que um futuro melhor seja o resultado de um presente mais responsável.
Individualmente responsável.


Boa sorte!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Segurança Alimentar

Os perigos biológicos são os que apresentam o maior risco à inocuidade do género alimentício. Estes incluem os microrganismos (bactérias, fungos e leveduras) assim como as toxinas microbianas (ocratoxina A, aflatoxinas, histamina, entre outros), os vírus, parasitas e pragas.

No entanto, nem todos os agentes biológicos devem ser considerados como prejudiciais, importa distinguir entre agentes biológicos que causam alterações benéficas nos alimentos (como o caso das leveduras no fabrico de vinho, pão e cerveja), estes só são considerados um perigo quando a fase do processo onde estão inseridos esteja fora de controlo; agentes que podem causar um risco na saúde do consumidor; e agentes que interferem na qualidade comercial e tecnológica do produto.
São exemplos de microrganismos patogénicos (microrganismos que podem causar um risco na saúde do consumidor):

Salmonella spp. (S. typhimurium, S. enteriditis)


A Salmonella spp é um bacilo que se desenvolve no trato intestinal dos Homens e dos animais e se transmite ao Homem através de alimentos contaminados. Para que o bacilo não se desenvolva deve existir um grande cuidado com a higiene na manipulação dos alimentos e estes devem ser bem confeccionados. Os alimentos mais susceptíveis a serem contaminados são o leite, o queijo, o chocolate e a carne fresca, principalmente a de aves. Os principais sintomas são diarreia forte, cólicas abdominais, febre e vómitos.

Listeria monocytogenes
Esta bactéria tem a capacidade de crescer a temperaturas de refrigeração, encontrando-se principalmente no solo, vegetais e água. Os alimentos mais comuns onde se desenvolve são o leite cru e lacticínios, os gelados, vegetais crus, produtos fumados, frango e pescado cru.
Os sintomas mais comuns são a febre, as dores musculares, vómitos e diarreia.
Esta bactéria encontra-se muitas vezes associada à formação de “biofilms”. Estes podem ser definidos como uma associação de células microbianas com uma superfície envolvendo uma matriz extracelular polimérica. A formação destes “biofilms” torna mais difícil o processo de higienização das superfícies pelo que deve ser tomado um cuidado especial na higienização de superfícies de risco. Para que possamos controlar a bactéria a prevenção é feita pela higiene de modo a prevenir contaminações de outros alimentos, a higienização dos frigoríficos e o acondicionamento dos alimentos no mesmo são exemplos onde deve ser tomada especial atenção. As carnes cruas devem estar separadas dos vegetais crus e dos alimentos confeccionados e deve lavar-se e desinfectar-se todos os equipamentos e utensílios após utilização.

Clostridium botulinum


Podemos encontrar mais frequentemente este microrganismo no solo, nas águas das albufeiras ou costeiras e nos intestinos do peixe, marisco e mamíferos. Este microrganismo é considerado de elevado risco visto ter a capacidade de esporular quando submetido a condições desfavoráveis (altas temperaturas, baixo pH, baixo conteúdo em nutrientes, entre outros). Para evitar contaminações por este microrganismo, os alimentos devem ser convenientemente confeccionados.
Este microrganismo é normalmente associado a uma intoxicação denominada “butilismo”, proveniente da toxina sintetizada por este microrganismo em condições favoráveis. A infecção é mais comum quando ingerimos alimentos contaminados, sendo esta responsável pela maioria das intoxicações.
Os alimentos de risco são as conservas caseiras de carne, os peixes ou legumes em frascos sem ar, os enchidos, e os alimentos embalados em vácuo ou em atmosfera modificada. Devem ser rejeitadas todos os alimentos enlatados cuja embalagem se encontre opada.
Os sintomas de uma toxi-infecção por este microrganismo são vómitos, diarreias, debilidade e vertigens, alterações da visão, flacidez das pálpebras, alterações da voz, distúrbios de deglutição, flacidez muscular, dificuldade de movimentos, agitação psíquica e por fim dificuldades cardio-respiratórias que podem levar à morte.

Escherichia coli


Este microrganismo está presente no intestino de todos os animais, incluindo o Homem, podendo ser útil ao organismo ao suprimir o crescimento de bactérias prejudiciais e sintetizar diferentes quantidades de vitaminas. No entanto, a ingestão de alimentos contaminados por este microrganismo pode provocar graves consequências para a saúde do consumidor. Este microrganismo encontra-se normalmente associado a uma contaminação fecal recente.
Os alimentos normalmente associados a este microrganismo são a carne bovina picada, crua ou mal passada e leite cru.
Os sintomas normalmente associados à ingestão de alimentos contaminados são colites intensas, vómito e febre.
Deve evitar-se o consumo de carne mal cozinhada e a contaminação cruzada entre alimentos crus e cozinhados. Pessoas doentes não devem manipular alimentos.
O consumo de leite e sumos só deve ser feito quando estes tiverem sofrido um tratamento térmico. Frutas e vegetais que sejam consumidos crus devem ser alvo de um cuidado especial.

Staphylococcus aureus


São microrganismos que não morrem com facilidade e vivem essencialmente na mucosa nasal. A contaminação dos alimentos ocorre normalmente por falta de higiene pessoal, visto ser o Homem o principal portador deste microrganismo.
Os alimentos onde é mais frequente o aparecimento do microrganismo são as carnes de aves, vaca e porco, ovos, atum, batata, maioneses, produtos lácteos e produtos de confeitaria, os sintomas variam com a quantidade de alimento contaminado ingerido e os sintomas mais frequentes são os vómitos fortes, dores abdominais e diarreia.
Para que estes microrganismos não surjam nos alimentos há a necessidade de manter boas regras de higiene pessoal, lavando as mãos, os utensílios e as superfícies frequentemente, controlando a temperatura da cozedura, evitando retirar os alimentos da refrigeração muito tempo antes de serem cozinhados e manter os alimentos já cozinhados refrigerados ou a temperaturas superiores a 65ºC.

O controlo deste tipo de perigo pode ser efectuado através das boas práticas, controlo, registo e uso adequado do binómio tempo/temperatura no processo, circuitos de marcha em frente, entre outros. No entanto, tal como nos perigos químicos e físicos, o controlo destes perigos deve ser parte integrante do plano HACCP e encontrarem-se devidamente fundamentadas as medidas adoptadas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Laboratórios promovem "criação" de doenças sexuais, diz artigo

Londres, 30 set (EFE).- Os laboratórios ajudaram a "gerar" quadros clínicos, como a disfunção sexual feminina, com objetivo de desenvolver um mercado global de novos remédios, segundo artigo publicado nesta quinta-feira no "British Medical Journal".

No texto, o jornalista e acadêmico Ray Moynihan, da Universidade de Newcastle, na Austrália, mostra as conclusões que chegou enquanto pesquisava para escrever seu novo livro "Sex, Lies and Pharmaceuticals" ("Sexo, Mentiras e Farmacêuticos", em tradução do título para o português).

Moynihan questiona a indústria farmacêutica por considerar que subvenciona "a ciência de uma nova condição conhecida como 'disfunção sexual feminina'", e diz que este setor contribui para o desenvolvimento de mercados em nível global para a fabricação de novos remédios.

Em suas pesquisas, o jornalista descobriu que funcionários da indústria farmacêutica tinham trabalhado com empresas de pesquisas de opinião pagas para ajudar a "desenvolver" a doença. Pesquisas realizadas teriam comprovado que este quadro clínico se estendeu.

O australiano considera, além disso, que os pesquisadores elaboraram ferramentas de diagnóstico para convencer as mulheres de que suas dificuldades sexuais merecem "um rótulo médico e um tratamento".

Desta forma, ele afirma que as estratégias de marketing das empresas farmacêuticas "estão emergindo na ciência médica de uma forma fascinante e aterrorizadora". O jornalista, então, se pergunta se é necessário encontrar um novo enfoque para definir o distúrbio.

Moynihan cita um empregado de uma empresa que alega que a companhia está interessada em "acelerar o desenvolvimento de uma doença", além de revelar como elas financiam pesquisas que refletem extensão de problemas sexuais e encontram ferramentas para avaliar as mulheres por seus supostos "transtornos de desejo sexual hipoativo".

De acordo com o artigo, muitos dos cientistas ligados a estas atividades são empregados das empresas farmacêuticas ou têm interesses econômicos na indústria.

Ao mesmo tempo, outros relatórios científicos realizados sem financiamentos questionaram se a propagação da disfunção realmente existiu.

A indústria farmacêutica também tem, atualmente, um papel pioneiro de "educar" tanto profissionais quanto o público sobre esta condição, de acordo com o acadêmico.

Moynihan cita como exemplo um curso financiado pela farmacêutica Pfizer desenvolvido para médicos dos Estados Unidos que argumentaram que até 63% das mulheres sofriam distúrbios sexuais e que a testosterona e o sildenafil (componente do Viagra) poderiam ajudá-las, se combinados com terapia.

"Talvez seja hora de reavaliar a forma como o sistema médico define as doenças comuns e recomenda como tratá-las", sugeriu.

Por outro lado, a médica Sandy Goldbeck-Wood, especialista em medicina psicossexual, apontou em um comentário à parte no mesmo jornal que "ao se defrontar com uma mulher chorando, cuja libido desapareceu e que está aterrorizada de perder o casamento, os médicos podem sentir uma pressão imensa para fornecer uma solução imediata e efetiva".

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que é "consumo consciente"?

A humanidade já consome 25% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades de água, energia e alimentos. Esta situação já é refletida, por exemplo, no acesso irregular à água de boa qualidade em várias partes do mundo, na poluição dos grandes centros urbanos e no aquecimento global.

Não é preciso dizer que esta situação pode dificultar a vida no planeta, inclusive da própria humanidade. A melhor maneira de mudar isso é a partir das escolhas de consumo. Todo consumo causa impacto (positivo ou negativo) na economia, nas relações sociais, na natureza e em você mesmo. Ao ter consciência desses impactos na hora de escolher o que comprar, de quem comprar e definir a maneira de usar e como descartar o que não serve mais, o consumidor pode buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos, desta forma contribuindo com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.

O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade, maximizando as conseqüências positivas deste ato não só para si mesmo, mas também para as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.

O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços, ou pela escolha das empresas da qual comprar, em função de seu compromisso com o desenvolvimento sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.